Por entre essas ruelas, ao cair da noite,
embrenho-me em memórias do nosso passado
e, então, recordo-o outrora apaixonado
com desejo que entre nós se acoite,
E de mim se apodera um sentimento:
tal melancolia, que triste saudade,
ah! como anseio dentro de mim liberdade
que perdera neste nosso amor turbulento
E como se de ti me quisesse largar,
de novo roubas-me docemente a razão
e eu, inocente, entrego-me à tua prisão
como se fosse o meu primeiro amar.
A chuva guia a sombra da noite consigo,
e vai recaindo sobre mim um trémulo medo
de regressar a um passado sombrio tão cedo
e enfraquecer a força que vivera comigo;
Deambulando continuo sem destino a alcançar,
acredita, meu amor, que cada lágrima derramada,
tornar-se-á ferida no teu coração espetada
que somente a minha força poderá sarar.
sábado, 7 de fevereiro de 2009
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