sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Solidão

Outrora por ti fui cativada,
Sonhei que para ti única seria
Mas, hoje fugiste numa só badalada
E eu derramei esta lágrima sombria.
A solidão em meu rosto cintilou,
Ouvi em redor um silêncio ausente
Que em minha alma se fortificou
E deixou um vazio omnipresente.
Deixei-me levar em teu encanto,
Como uma princesa fui eu amada,
A nossa paixão sobreviveu no entanto
E em teu reino ficou no tempo parada.
O vento corre dilacerando meu coração
E eu, impetuosamente, estou só,
Sozinha entre a abafante multidão,
Apenas trago lembranças deste nosso nó.
Já nem me abrigo mais em teu abraço,
Nem me encontro mais em teu olhar,
Ah meu amor! Já nem sei que sonho traço,
Somente queria contigo lado a lado caminhar.